Maus tratos de animais em grandes produções cinematográficas

Existe muita maldade no mundo. Ponto assente.

Basta ligarmos a tv, ou o smartphone, para sermos bombardeados, diariamente, através dos telejornais ou das redes sociais, com noticias de maus tratos – de género, de classe social, de orientação sexual, aos animais, etc.

Estas noticias não só nos fazem perder a esperança no mundo, como, muitas vezes, nos fazem perder a esperança na própria humanidade, levando-nos cada vez mais a acreditar que, talvez, tenhamos nascido no planeta errado. Eu, realmente, não devia ser deste planeta, ou, quanto muito, não devia ter nascido humana, podia ser um passarinho ou assim…

Os maus tratos a animais mexem muito comigo, revoltam-me imenso! Há pessoas mesmos más, no mais profundo sentido da palavra.

Agora, pensem lá comigo: uma coisa é a violência “à vista”, os animais são mal tratados, mas a situação é de conhecimento geral, permitindo-nos travá-la e proteger o próprio animal, retirando-o do agressor e dando-lhe amor e abrigo.

Outra coisa é a violência “camuflada” como acontece nos circos ou nos zoos, certo? Quem visita certos zoos, ou quem vai a certos circos, aparentemente está tudo impecável, mas nós já vamos sabendo que não é bem assim, mas, desde que as instituições sigam os parâmetros presentes na lei, não há muito a fazer – pensa o povinho – certo?

Então e em relação às grandes produções de Hollywood? Que filmes tão lindos, não são? Os animais a correr, livremente, a serem grandes heróis! Uau!

Poupem-me! Vocês acham, simplesmente, que os animais são treinados para filmar aquela cena e pronto? Depois pode ir para casa, descansar com o dono, receber montes de festinhas, um banho quente e docinhos? Enganem-se! Estes animais sofrem muito! Filmam a mesma cena entre 16 a 19h por dia, até o realizador estar satisfeito!

Mas, lá de vez em quando, aparece algo que nos restabelece a esperança, como aconteceu comigo, esta semana, através deste caso que está a dar que falar, um pouco por todo o lado.

Falo-vos do filme “A Dog’s Purpose – Quatro Vidas de um Cachorro”, com estreia para o próximo dia 27 de Janeiro em Portugal.

Não vos vou falar sobre a história do filme, nem quem são os actores – de 2 patas – que o protagonizam. Nada disso interessa!  O que interessa é isto: num mundo repleto de tecnologia, numa área onde a inovação e criatividade são a chave do sucesso, esta industria continua a utilizar animais verdadeiros nos seus filmes!

Desculpem, mas é bárbaro! Não compreendo, não aceito, não aprovo e não compro!

No entanto, estão a surgir, rapidamente, pedidos por parte de várias instituições de protecção dos animais, para boicote deste filme! Comecei a reparar, também, que pessoas que sigo nas minhas redes sociais, que nunca partilharam nada do género nas suas páginas, estão a sensibilizar-se com este caso e a partilhar vigorosamente esta notícia. Ainda há gente boa, ainda há esperança.

Não sabem do que estou a falar? Vejam o vídeo abaixo:

No fundo, com a tecnologia que existe hoje em dia, muito rapidamente se substitui o animal numa cena! Ora vejam o exemplo dado pelo realizador Alejandro Iñárritu no filme “The Revenant” com o Leonardo DiCaprio, lembram-se dos animais desse filme? Apenas os peixinhos no mar eram verdadeiros! Deram pela diferença? Lá está! Nem a ursa era verdadeira!!! Sim, era uma fêmea 🙂

Pessoal, tenham mais atenção a estas situações, nem tudo o que parece, é.

Os animais continuam a ser vistos como objectos. Cabe-nos a nós dar-lhes uma voz, porque eles, coitadinhos, não a têm, ou a que têm, quando utilizada, é sempre em vão.

Deixo-vos uma lista de (alguns) filmes onde os animais foram mal tratados durante as filmagens, atenção, alguns nomes poderão surpreender-vos:

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  • “Electrocuting An Elephant” (1903)

O nome diz tudo. Curta-metragem, muda, a preto e branco, que mostra a morte do elefante Topsy  através de electrocussão, num parque de diversões de Coney Island. Produzido pela Edison Film Company (filial da Edison Manufacturing Company). Poderá ter sido realizado por Edwin S. Porter ou Jacob Blair Smith.

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  • “Apocalypse Now” (1979)

Numa das cenas, mataram – mesmo – um búfalo como parte de um ritual cerimonial da tribo Ifugao. Realizado por Francis Ford Coppola e produção de Omni Zoetrope. Com Marlon Brando, Robert Duvall e Martin Sheen.

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  • “Stagecoach” (1939)

Western Norte-Americano que catapultou John Wayne para o estrelato. Neste filme foi inventado um “aparelho” conhecido como Running W, utilizado nas perseguições entre cowboys e índios, em que fios de metal eram amarrados às patas da frente dos cavalos e a outra ponta era amarrada a um poste de ferro preso ao chão. Os cavalos iniciavam a perseguição aos cowboys, a alta velocidade, até os fios se esticarem completamente, causando um puxão extremamente violento nas patas dianteiras, para que o índio caísse ao chão. O problema é que os “índios” sabiam quando iria ocorrer a queda, os cavalos não, resultando na morte de dezenas de cavalos pela violência do próprio puxão ou por serem abatidos devido à gravidade dos ferimentos causados nos membros partidos. Actualmente este método não é praticável. Realizado por John Ford e produção de Walter Wanger Productions. Com John Wayne, Claire Trevor e Andy Devine.

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  • “Ben-Hur” (1925)

Na famosa corrida de carruagens, mais de 100 cavalos perderam a vida. Foram obrigados a repetir a cena durante horas, debaixo do sol ardente da Califórnia. Francis X. Bushman, um dos actores, chegou a referir que os animais eram imediatamente abatidos, e substituídos, em caso de cansaço extremo. Realizado por Fred Niblo e produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer. Com Ramon Novarro, Francis X. Bushman e May McAvoy.

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  • “Heaven’s Gate” (1980)

Considerado “o pior filme alguma vez realizado”, Heaven’s Gate torturou animais para utilização nas próprias cenas: As vacas foram cortadas, deliberadamente, para os actores terem sangue falso, e foram esventradas para se poder utilizar os seus intestinos como adereços. Realizaram-se lutas de galos verdadeiras, e ainda fizeram explodir um cavalo com dinamite. Realizado por Michael Cimino e produzido pela Partisan Productions. Com Kris Kristofferson, Christopher Walken, Jeff Bridges, John Hurt, Mickey Rourke, Willem Dafoe e Nicholas Woodeson, entre outros.

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  • “Speed Racer” (2008)

Um dos chimpanzés foi severamente agredido, após ter mordido a mão de um actor numa das cenas. O chimpanzé não sofreu, felizmente, grandes riscos e foi imediatamente removido das filmagens por um membro da AHA (American Humane Association) que supervisionava as mesmas, diariamente. Realizado pelas irmãs Wachowski e produzido pela Village Roadshow Pictures, Silver Pictures, Anarchos Productions e Warner Bros. Family Entertainment. Com Emile Hirsch, Christina Ricci, John Goodman, Susan Sarandon, Matthew Fox, Benno Fürmann, Hiroyuki Sanada, Rain and Richard Roundtree.

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  • “Snow Buddies” (2008)

Como o filme necessitaria da utilização de vários Golden Retriever bebés, a produção comprou dezenas de cachorrinhos para serem utilizados nas diversas cenas. Como os cachorros tinham apenas 6 semanas de idade – foram arrancados da mãe demasiado cedo – não tinham o seu sistema imunitário completamente desenvolvido para suportar as baixas temperaturas, e as dezenas de horas de filmagens necessárias. Os cachorros desenvolveram uma série de doenças virais que, rapidamente, se propagaram por todos os animais no set, resultando mesmo na morte de 5 cãezinhos. Realizado por Robert Vince e produzido por pela Keystone Entertainment e
Key Pix Productions. Com Jim Belushi, Jimmy Bennett e Lothaire Bluteau.

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  • “Life Of Pi” (2012)

Apesar de ter sido utilizada tecnologia de ponta na maioria das cenas do filme, o tigre era verdadeiro. A cena em que o tigre se atira à água, foi filmada num tanque, durante horas, causando cansaço extremo e perigo de afogamento. Felizmente, saiu ileso. Realizado por Ang Lee e produzido pela Fox 2000 Pictures. Com Suraj Sharma, Irrfan Khan, Rafe Spall, Gérard Depardieu, Tabu, e Adil Hussain

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  • “The Adventures Of Milo and Otis” (1986/1989)

Filme japonês que conta a história de dois amigos: um gatinho e um cachorrinho. Existe uma cena em que um gato é atirado ao rio. Para a realização da mesma, foram utilizados dezenas de gatinhos, até a cena ficar perfeita, resultando na morte dos mesmos por afogamento. Há, também, uma cena de luta entre um urso e o cão, onde os activistas dos direitos dos animais referem que é impossível não ter havido negligência no tratamento dos animais. Realizado por Masanori Hata e produzido por Masuru Kakutani e Satoru Ogata. Com Shigeru Tsuyuki e Dudley Moore.

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  • “The Hobbit” (2012)

27 animais morreram durante a rodagem desta grande produção. As causas passam por desidratação, exaustão e afogamento.

Apelo-vos, com todas as minhas forças: não dêem dinheiro a estas produções! Não vão ver estes filmes ao cinema! Não comprem estes DVD’s! Se boicotarmos este tipo de filmes, as produtoras vão ser obrigadas a deixar de utilizar animais verdadeiros!

 

_Lilly_

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