Journey

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Esta deve ser das histórias mais bonitas que já tive o prazer de ver na minha consola. Digo história porque, chamar jogo a Journey seria, até certo ponto, insultuoso para o trabalho levado a cabo pela thatgamecompany. Trata-se de pura arte!

É visualmente muito bonito, e, realmente dá que pensar.

A história inicia com a nossa personagem rodeada de dunas, em pleno deserto, sob um Sol incandescente. Ao fundo avistamos uma montanha luminosa e, rapidamente, depreendemos que esse será o nosso destino.

O objectivo é atingir o cume da montanha, passando por alguns acontecimentos, divididos entre cenários com uma fotografia lindíssima, que põem em total perspectiva a nossa própria vida.

Agora podemos perguntar qual o propósito de uma jornada? Provavelmente encontrar algo que não estava acessível no momento da partida.

Descobrir algo que nos faça ultrapassar limites do estado actual ou então descobrir significados que estavam fora do nosso alcance. Quase sempre o percurso tem tanto ou mais significado que o objectivo final e o que aprendemos pelo caminho é tão valioso quanto o fim.

Agora podemos perguntar qual o propósito de um videojogo? A resposta é bem mais simples e directa: entreter e divertir, algo que contrasta fortemente com o envolvimento espiritual e humano que uma jornada pode alcançar. E se fosse possível combinar os dois e pelo meio ainda insinuar-se como algo que poderia ser considerado como arte?

Assim ė Journey, algo estranho, algo que não se parece com um jogo no seu sentido tradicional mas, que na verdade, o é.

Não existem as actuais indicações que dizem ao jogador quais os processos a que deve obedecer e quais as restrições a que está sujeito, aqui é como se pedissem ao jogador: define tu o que tens à tua frente.

Nos primeiros momentos com Journey fiquei mesmo como que desamparada, sem saber o que pensar do jogo e sem saber o que era suposto eu pensar. É precisamente isso que a thatgamecompany pretende, que o jogador deixe a postura de “vou fazer isto e aquilo porque um tutorial disse para fazer” para que o jogador verdadeiramente descubra o jogo e aprenda as bases por si.

Journey é realmente uma jornada espantosa do princípio ao fim. Extremamente linda e com significados que vão diferenciar dependendo da interpretação do jogador. É algo único e simplesmente irresistível, digno de ser jogado por todos com acesso à PSN.

Se alguns insistem em aclamar que os videojogos são uma forma de arte, então a thatgamecompany mostra definitivamente um argumento de peso para quem tal defende. A sensação estranha que inicialmente fica enquanto somos desarmados pela sua simplicidade rapidamente se torna em algo prazeroso que se entranha e ficamos apaixonados por algo belo e mágico.

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Fonte: eurogamer.pt

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