Death Note

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Sabem aquelas situações que nos fazem pensar para além do óbvio? Eu adoro! Tudo o que me faça colocar a massa cinzenta a mexer tem o meu interesse, assim logo à partida.

Tal acontece com o Death Note, um anime japonês.

Este anime tem 37 episódios divididos por 2 seasons.

Prometo não fazer spoil de nada da história, apenas vos vou contar o essencial (que nos é logo transmitido nos primeiros episódios).

Imaginem que existe um submundo repleto de deuses da morte “Shinigamis”, que possuem um caderno (Death Note) com um poder mortal: o nome da pessoa que for escrito nas páginas desse caderno, cumprindo umas certas regras, fará com que a pessoa morra, automaticamente. Agora imaginem terem em vossa posse esse tal caderno.

Foi exactamente isto que aconteceu a Light, a personagem principal.

Light é um adolescente do secundário, super inteligente, que encontra um Death Note no recreio da escola, depois de Ryuk, um Shinigami, o ter deixado cair, sem querer, no mundo humano.

Ao perceber o seu poder, Light começa a utilizar o caderno com um intuito especifico: “Todos os criminosos devem morrer para ser feita a justiça”. Tornando, aos poucos, o mundo num lugar belo, repleto apenas de pessoas com bom coração.

No entanto, a única forma de matar é sabendo o nome verdadeiro da pessoa e conhecendo o seu rosto, para não se correr o risco de matar um inocente com o mesmo nome do criminoso. A única forma de obter esta informação é através dos média (noticiários, jornais, revistas, Internet, etc).

A vítima morre de ataque cardíaco 40 segundos depois do seu nome ter sido escrito.

Ora é um pouco estranho, de repente, todos os criminosos que enchem as capas dos jornais começarem a morrer de ataque cardíaco, não? Quando Light se vê perseguido pelas autoridades, decide matar, individualmente, esses agentes para poder escapar. A diferença é que estas pessoas apenas estavam a fazer o trabalho delas… eram pessoas inocentes…

E o que acontece a seguir? Pois não vou contar, vejam a série!

Mas toda esta trama fez-me pensar… será que nós agiríamos assim como o Light se nos deparássemos com tal poder?

É uma ideia tentadora, é certo, mas tenho a certeza que depressa perderíamos o controlo da situação, tal como aconteceu com ele.

A base do seu pensamento parece fazer sentido. Afinal livrar-mo-nos dos maus da fita não parece ser assim tão mau, mas… há os falsos acusados, há inocentes, ainda que em menor numero, atrás das grades. Há a questão dos média sensacionalistas que nos contam histórias escabrosas para poderem ter mais audiência, ou vender mais jornais… neste caso não estará o Light a ser igual a eles? Quem é ele para decidir quem fica e quem vai? Que autoridade intelectual tem ele para decidir quem é bom e quem é mau?

Brincar aos “deuses” é perigoso, a História já nos ensinou isso vezes e vezes sem conta. A sede de poder faz-nos perder o controlo, reparem em qualquer ditador da História.

Não deixa de ser uma grande serie! Vejam, vale bem a pena.

Gostava de saber a vossa opinião acerca deste assunto, expressem-se!

_Lilly_

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