Quando uns dizem “não” alguns ouvem “nim”

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25 de Novembro – “Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres”

Um estudo divulgado esta quarta-feira, pelo Eurobarómetro, veio revelar que 29% dos portugueses considera justificável forçar alguém a ter relações sexuais, sem consentimento, se a pessoa se encontrar visivelmente alterada por excesso de consumo de álcool ou drogas… a sério gente? A sério?

Mas ainda vão mais longe! A nível europeu, os resultados são os seguintes:

  • 12% dos inquiridos consideraram “justificável o sexo sem consentimento” quando vítima está bêbeda ou drogada;
  • 11% quando esta aceita voluntariamente ir para casa do agressor;
  • 10% quando veste algo revelador, provocador ou sexy;
  • 10% quando não nega claramente ou não resiste fisicamente;
  • 7% quando anteriormente já houve um flirt;
  • 7% se têm relações sexuais com vários parceiros;
  • 7% se anda pela rua sozinha à noite;
  • 4% se o agressor não compreender o que estão a fazer;
  • 2% se o agressor se arrepender.

Mas onde é que encontraram esta gente? Não acham que deveria ser aberta uma investigação às pessoas que deram estas respostas? Se pensam assim talvez sejam capazes de cometer este crime! Se é que já não o cometeram…

Continua a haver grande desigualdade de géneros dentro desta questão. As mulheres continuam a ser vistas, apenas, como um objecto de prazer masculino. Mas será assim tão difícil de compreender um não? Quando é “Não!” é mesmo “Não”!!! Vivemos no tempo das cavernas ou quê? Sabiam que na União Europeia, uma em cada três mulheres já passou por uma situação de violência física ou sexual desde os 15 anos? E uma em cada dez mulheres já foi sexualmente assediada ou perseguida através de meios tecnológicos?

E esta sensibilização em torno do sexo feminino: “Ahh menina olha não vistas isso, é demasiado provocador” –  “Não achas que já bebeste demais? Depois admiram-se…”  ou, o meu preferido: “Então primeiro querias e agora dizes que não? Tu é que lhe meteste isso na cabeça!”… ai que se me ferve o sangue!

Nós somos donas do nosso próprio corpo! Em vez de nos ensinarem a comportar, e a estar, num grupo de homens, não se deveria ensinar os homens a estar com uma mulher? Claro que eu ainda tenho (alguma) consciência e concordo que, por exemplo, as miúdas quando vão sair à noite, de 12/13/14 anos e se produzem excessivamente, têm de ser alertadas para os perigos, principalmente quando se fazem passar por muito mais velhas que a sua idade real. Mas daí a deixarem de fazer seja o que for com medo de serem atacadas e violadas, vai uma grande diferença.

Há uns meses vi um documentário que explica como o assédio sexual nas universidades da Ivy League, é camuflado pelos próprios directores destas instituições, com medo de manchar a reputação das mesmas.

Vejam, é mesmo muito interessante. Conta relatos das próprias vitimas e de alguns membros dos conselhos de administração destas Universidades. Chama-se “The Hunting Ground”

Passem a palavra, sensibilizem os vossos filhos/as.

Caso conheçam alguém, ou vocês próprios sejam vítimas de assédio, agressão, violação, por favor contactem a APAV:

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Deixo-vos também o link do site da APAV onde podem encontrar mais informações acerca dos Gabinetes de Apoio à Vitima, na vossa área de residência: http://www.apav.pt/apav_v3/index.php/pt/contactos

_Lilly_

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