Vampiros emocionais

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Já ouviram falar de tal fenómeno?

Não me refiro aos vampiros enquanto figuras mitológicas, encontradas em tantas histórias fantásticas, que por aí andam.

Refiro-me, sim, às pessoas que nos sugam a energia, a força, a alma, muitas vezes, apenas com a sua presença. Aquelas pessoas que tentamos evitar porque nos deixam cansadas, desgastadas… É incrível, não é? Esta capacidade que algumas pessoas têm…

Mas será culpa delas, ou culpa nossa? Será que somos nós que permitimos que essa energia nos invada? Ou a mesma já é projectada, primeiramente, com esse objectivo?

Na minha opinião, cada um colhe o que semeia. Senão vejamos: uma pessoa que tenha, naturalmente, um âmago ruim, não poderá (nunca!) ser alimentada com características ruins, ou seja, se a alimentarmos com queixas, inveja, ciúmes, apenas estamos a contribuir para fortalecer essa sua faceta.

Esta situação torna-se muito mais desgastante quando se trata de um familiar, ou amigo próximo. Alguém a quem amamos muito, que queremos que faça parte da nossa vida, que desejamos que partilhe connosco as nossas vitórias e que nos enxugue as lágrimas nas derrotas (e vice-versa)… a essas pessoas não podemos, simplesmente, fechar a porta… ou podemos?

Eu acho que não nos devemos afastar das pessoas de quem gostamos, assim logo à primeira… talvez devamos aprender a lidar com elas…

E agora vocês, e com toda a razão, dizem: “Sim Lilly, isto é tudo muito bonito, mas chega o dia em que não aguentamos mais! Nós é que temos de nos esforçar para a pessoa não nos incomodar, e a pessoa não tem de fazer nada?! Já estamos pelos cabelos!!!” – É… normalmente não se consegue fazer nada, essas pessoas não aceitam críticas, seja por não estarem habituadas a ouvi-las, seja por excesso de ego… Quando o elástico estica ao ponto de rebentar, então não haverá mais nada a fazer. Sou da opinião que devemos tomar conta de nós próprios. Se a situação nos faz mal e não há volta a dar, retirem-se.

Deixo-vos alguns exemplos de vampiros emocionais. Leiam e vejam se conseguem identificar algumas pessoas que conhecem nestas descrições ou, quem sabe, identificarem-se a vós próprios:

A pessoa passivo-agressiva:

Este tipo de pessoa expressa raiva com um sorriso na cara ou com preocupação excessiva, mas sempre mantém a calma. São especialistas em camuflar e adoçar a hostilidade. Já todos usamos esta técnica alguma vez, mas estas pessoas abusam dela. A melhor autodefesa é conduzir o seu comportamento mantendo plenamente as suas convicções, criando limites e fazendo-os valer. Merecemos ser tratados com amor e sinceridade e não devemos permitir que a pessoa nos fale “como se nos estivesse a perdoar a vida”.

A pessoa narcisista:

São egocêntricos, vaidosos e estão famintos por admiração e atenção. Podem aparentar ser pessoas inteligentes e encantadoras, até verem ameaçada a sua condição de guru, de exemplo a seguir, ou de autoridade intelectual. Já que o seu lema é “eu primeiro”, não surtirá qualquer efeito expressar-mo-nos ou revoltar-mo-nos de forma assertiva. Portanto, a melhor autodefesa é desfrutar das boas qualidades destas pessoas, não criando grandes expectativas. Enquanto isso, não podemos deixar que nos esmaguem ou que nos façam sentir inferiores! Temos de ter sempre em mente que o narcisismo é o que os alimenta.

A pessoa furiosa:

Este vampiro tem o ofício de acusar, de atacar, de humilhar, de criticar e de criar conflitos. São viciados na ira, em reter as coisas, em castigar os outros. Congelam-nos e batem-nos, quebrando-nos em mil pedaços com a sua fúria. A melhor autodefesa é proteger a nossa auto-estima para que a sua ira não nos atropele. Respirar fundo, dar um tempo de pausa e apenas responder quando estivermos mais calmos, não fazendo frente aos seus ataques de fúria. Desta forma conseguimos desarmá-las, deixando-as espairecer para depois expor a nossa visão, fazendo com que reconheça e perceba a nossa posição.

A pessoa mártir:

Estas conheço bem. Os mártires são os reis e rainhas do drama. Sabem como têm de agir para nos fazer sentir mal, pressionam os botões da nossa insegurança e passam sal nas nossas feridas. A melhor autodefesa é deixar de lado a ideia de que temos que ser perfeitos. Toda a gente comete erros. Se precisarmos de espaço para chorar, há que fazê-lo longe destas pessoas, senão corremos o risco de fazerem seu o nosso próprio choro… e nunca mais saímos dali, ou saímos com a sensação de que tudo foi em vão.

A pessoa invejosa:

São pessoas que adoram falar dos outros pelas costas. Arrastam a nossa reputação e propagam rumores maldosos. Quando fazem isto, toda a gente à sua volta  se sente humilhado e menosprezado. A melhor autodefesa é não nos preocuparmos com o que essa pessoa diz. O melhor remédio é ignorar. Além disso, se nos encontrarmos num grupo e começarem a falar de alguém, a melhor saída é mudar de tema e nunca participar em nenhum mexerico.

Identifiquem as pessoas que vos causam dor e criem os vossos próprios mecanismos de autodefesa para proteger o vosso bem-estar emocional.

_Lilly_

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