Escrever, escrever, até mais não!

Sempre tive um contacto muito próximo com a escrita. Desde pequena que me perco por entre as linhas dos meus cadernos, como se estes me fossem apaziguando as ideias.

Agora que penso nisso, nunca tive um diário. Talvez porque, tal como o nome indica, se “tenha” de escrever diariamente… e os meus dias não são assim tão interessantes que me levem a escrever sobre eles.

Mas não é exactamente isso que tenho feito com o blog? Tenho escrito todos os dias… não falo concretamente em eventos que ocorrem, mas sim dos pensamentos que me assolam a cabeça. Bons, maus e neutros.

Com a criação deste blog, foi a primeira vez que decidi partilhar a minha escrita com alguém. Como indiquei, sempre escrevi, mas nunca mostrei a ninguém. Guardava os meus cadernos, muito bem guardados no meu quarto. E ainda hoje o faço.

diarios

Nunca fui pessoa de desabafar ou “descarregar” em alguém os meus problemas. E os meus cadernos preencheram essa parte que, agora entendo, se encontrava em falta. Mas sempre o fizeram sem julgamentos, sem cobranças, sem opinião… e é exactamente isso que me agrada. Enquanto escrevo, vou encontrando respostas às minhas próprias questões. Certamente será um processo mais moroso para solucionar algumas questões, mas chega-se lá.

Diz-se que quando relatamos os pensamento em voz alta, estes se encaixam melhor e começam a fazer sentido. Para mim, essa situação ocorre com a escrita.

Voltar aos meus antigos cadernos e reler textos escritos durante a adolescência, por vezes fazem-me ter pena daquela menina, e penso: “Se ao menos eu te pudesse ter dito que tudo se iria compor e que tu ainda havias de ser muito feliz…” mas não é assim… se eu não tivesse passado por algumas situações, não seria a pessoa que sou hoje.

Que tipo de pessoa seria? E que tipo de personalidade teria eu se não tivesse estes antigos textos para ler? Se não tivesse estas recordações por escrito?

Não acho que fosse mais feliz, quanto muito fiquei com um relato da minha evolução enquanto pessoa: as minhas vivências, a minha formação de carácter e personalidade, o ter aprendido com os erros e o não querer voltar a estar em certas situações.

Os textos revelam o meu percurso e a minha força… o que passei para chegar até aqui e ser a pessoa que hoje vos escreve… só por isso, vale a pena continuar a guardá-los.

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