A mulher mais bonita do mundo!

No passado dia 12 de Novembro de 2016, realizei um dos meus sonhos.

Tive o prazer de conhecer a mulher, que aos meus olhos, é a mais bonita do mundo: Monica Bellucci.

Em primeiro lugar, passo a explicar o meu fanatismo:

Desde pequena que me sinto diferente, tenho problemas de auto-estima, falta de confiança… desde cedo que a minha aparência me incomoda. A imagem que vejo reflectida no espelho é monstruosa, aos meus olhos, sempre foi.

Apesar de me sentir muito melhor com o passar dos anos, continua aqui um qualquer bichinho que me fala ao ouvido, de quando em vez: “A pôr batom? o que pensas que estás a fazer? estás ridícula! Não vês que isso só fica bem nas outras pessoas?!”

A minha mãe sempre me disse que, esta minha auto-crítica, se assemelha ao pensamento de um doente anoréctico, ou seja, aquilo que os nossos olhos vêm não corresponde, nem de perto, à realidade. Mas eu nunca acreditei nela, se é isto que eu vejo então esta é a realidade.

Até que, num belo dia, durante as minhas férias de Verão, estava eu aborrecidíssima em casa sem nada para fazer, aparece o meu pai com uma revista que trazia um dvd de oferta, e me diz: “Toma, gostas de filmes e este veio com a revista”.

“Malèna” com Monica Bellucci, do realizador Giuseppe Tornatore.

Fiquei vidrada, esta mulher era como eu: cabelo ondulado, olhos castanhos, alta, peito bem formado… e é lindíssima!

Tenho ideia que aquilo que não vemos com tanta frequência se torna mais belo aos nossos olhos. Por exemplo, no nosso país predomina o moreno de olhos escuros, quando vemos alguém loiro de olhos claros achamo-lo, por norma, mais bonito. Então sempre vivi com este peso, o facto da minha fisionomia ser corriqueira e aborrecia me tornava feia aos olhos de toda a gente… até àquele dia. Aqui estava uma mulher que toda a gente achava linda!

Conheci-a na sequência do Lisbon & Estoril Film Festival. No dia 12.11.2016 a Monica iria estar presente no Cinema Monumental, no Saldanha, para responder a questões dos fãs antes do visionamento do filme com que a conheci, Malèna.

A minha querida irmã ofereceu-me o bilhete! Mais uma vez, fui sozinha. Apesar de ter gostado de ter companhia, afinal gostava de partilhar esta minha felicidade com alguém próximo, mas não havia ninguém disponível, portanto lá fui eu!

A sala de cinema era baça, sem vida, sem graça… meh! Mas assim que me sentei, e levanto o olhar para o palco… lá está ela prestes a entrar! “É a minha Monica!” – pensei eu enquanto me levantei para bater palmas. E toda a sala se iluminou de repente!

Continua linda de morrer, super elegante, super inteligente e extremamente culta! Naquele curto espaço de tempo que nos foi cedido, a Monica falou 3 idiomas diferentes (inglês, italiano e francês). Eu estava nas nuvens, ela era tudo aquilo que eu imaginava que fosse.

No entanto, o público, a meu ver, não soube aproveitar a sua presença para conhecer um pouco mais do seu trabalho, da sua “persona”… a maioria das perguntas eram sobre a sua beleza… um perguntou em que filme se acha mais bonita, outro perguntou como ela lida com a beleza diariamente, e ainda um outro nem perguntas fez… pegou no microfone para dizer que ela é linda! Ai eu estava tão irritada! Como é que fazem apenas este tipo de perguntas a esta mulher? Ela nem está a responder com grande vontade… deve estar tããããooo aborrecida!

Até que o orador indica que ainda havia espaço para uma última pergunta… Opa, naquele momento parecia que eu estava sentada numa mola, levantei-me e pedi o microfone!

Desenrolei a língua e pus em prática o meu melhor inglês, enchi o peito de ar e fiz a seguinte pergunta: “Monica, desde já devo dizer que lhe estou agradecida por me ter proporcionado este momento, é um sonho conhecê-la. Depois gostaria de questionar se, e não querendo ofender ninguém na sala, se sente cansada destas perguntas apenas sobre a sua beleza. Numa industria que é gerida, maioritariamente, pelo sexo masculino, não gostava de falar um pouco sobre si, sobre as dificuldades encontradas quando se iniciou nesta industria? Afinal a Monica é mãe de duas crianças pequenas, como consegue conciliar tudo isso?”

Senti a sala a ficar irada, especialmente as pessoas que, anteriormente, lhe tinham feito essas mesmas perguntas que eu estava a mandar abaixo.

Ela sorriu e, gentilmente, me explicou que a culpa é dela. Explicou que no inicio da carreira utilizou a sua beleza como um meio para atingir o grande objectivo de ser uma estrela de cinema. Explicou que hoje em dia é uma pessoa mais ponderada em relação a alguns papéis que decide interpretar, também por ser mãe de duas filhas e querer passar-lhes a imagem de uma mulher cheia de força e independente.

Ahhh fiquei tão orgulhosa de mim própria!

No final, consegui sacar-lhe esta foto, mesmo à saída do Monumental:

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Fico com esta imagem bem guardada, para me lembrar que um dia conheci: A mulher mais bonita do mundo!

_Lilly_

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